Saturday, October 01, 2005

Confusão.

Confusão, de sentimentos de vontades e de impulsos.
A vida a 500km/h, como na outra, a outra vida a outridade. A utopia realizada.
Quem é que ainda confia em ti?
A mudança metamorfósica do ser inconstante e não ser o que outrora se pensaria, mudar e querer mais e ser o que se sente e não o que racionalmente se pensa ser melhor. O instinto, o impulso, sem pulso, desmedido, cometido, comprometido sem motivo, pró-activo. Quando se é o que se quer e se age sem pensar, neste mar feito de chuva e se promete e se repete e diz, e desdiz e contradiz, neste deserto feito de luz e calor, com amor, com pudor.
Um esplendor do que sabe bem e já não vem? Quando foi a última vez que bateste á minha porta?
Dividido por dois, por quatro, pelo infinito. Sentir e (d)escrever, escrever erradamente o que se sente… falar sem o dizer, descrever pelo infindável olhar.
Movimento num momento, uma foto do tempo que não passa, a saudade do presente, o passado, que nos define, que nos redime, passos bons e outros maus. Saudade.
Uma praia, fluvial, com sal… neste mar, nesse lago, sem lágrimas do mar salgado. Saudade.
Saudável confusão, eterna paixão. Mas não, perpétua ilusão…
E escreve, e continua sem parar, sem dizer, disparar. Sem diz, parar. Sem. Fim.

2 comments:

Anonymous said...

um poeta.... em turbilhão... tal como os sentimentos confusos

Anonymous said...

Florbela, is that you ?

Luis

A vida em constante Mudança

Entre Groningen, Lisboa e Swindon... um natural de Torres Vedras se constrói, se destrói.

Um blog intimista e desinteressante, porque sim, para desanuviar, para os amigos, os que ficam.

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